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Small Scale Big Change - MoMA

Small Scale Big Change - MoMA

Small Scale Big Change - MoMA

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Small Scale Big Change - MoMA

Small Scale Big Change - MoMA

Perspectiva


Exposição Retrospectiva-Prospectiva dos trabalhos desenvolvidos nos programas
Rio-Cidade, Favela-Bairro e PAC, e apresentação do Projeto Metropolitano

Exposição Jorge Mario Jáuregui

ARTICULANDO O URBANO DIVIDIDO
V FORUM URBANO MUNDIAL

Entre a última década do Séc. XX e a primeira do XXI, muita coisa aconteceu nesta cidade, e a perspectiva, hoje, é que continue a acontecer.

A minha atuação profissional, primeiro na cidade formal e depois na informal, permitiu-me “descortinar” horizontes inesperados nos campos teórico e prático.

Um novo campo de ação, a cidade informal, se revelou pouco a pouco um espaço de pensamento e reflexão, de vigor inusitado. Uma nova área de atuação para o arquiteto, que já tinha sido intuída por Joaquim Ferreira dos Santos e artisticamente interpretada por Hélio Oticica, direção na qual eu me incluo.

Os projetos, a reflexão teórica cada vez mais intensa, os prêmios e distinções internacionais e a escala crescente dos problemas abordados, abriram um panorama de temas e questões contemporâneas relevantes, em termos sociais e urbanísticos, configurando uma inserção cada vez maior no debate internacional relativo às grandes metrópoles do planeta.

O fato do Rio de Janeiro estar no centro das atenções nacionais, com grande visibilidade internacional e às vésperas de novas e profundas transformações sócio-espaciais, representa um enorme desafio para todos nós.

É importante lembrar que o Rio é cidade cabeceira de um dos BRICs, junto com Mumbai, Beijin e St. Petersburgo.

As interseções entre diferentes disciplinas representam uma das formas necessárias para o entendimento destas transformações. A outra é a própria prática profissional entendida como instrumento socialmente útil, o arquiteto como “prestador de serviços” para a formulação de objetivos ambiciosos, em relação com as questões físicas (a articulação da cidade, da urbanidade e do espaço público), as questões sociais (econômicas, culturais e existenciais) e ecológicas (ecologia mental, social, emocional e ambiental), no seu cruzamento com as questões do sujeito contemporâneo.

Uma exposição “retroprospectiva” é a ocasião para a revisão do já feito e do quanto, ainda, falta por realizar. É uma plataforma e ao mesmo tempo um estímulo para continuar a “fazer o que deve ser feito”. O que implica uma questão ética. O que deve ser feito exige responsabilidade. Não se trata de fazer de qualquer maneira, nem, menos ainda, de uma questão relativa ao “sucesso profissional”. È uma questão que demanda permanentemente se indagar sobre a difícil tentativa de fazer confluir o individual e o coletivo, o público e o privado, o que é de interesse comum, e o que é de interesse de setores específicos da sociedade.

A cidade dividida entre “integrados” e excluídos dos benefícios da urbanidade, é um dos sintomas muito claros do atual “mal-estar na cultura” de que falava Freud, e que nos atinge diretamente.

Como desenvolver uma prática que tenha por consequência a produção de projetos que contribuam para articular diferenças, para criar lugares de interseção entre realidades muitas vezes antagônicas; projetos capazes de funcionar como referência consistente para a negociação dos conflitos?
As respostas a estas questões demandam uma tarefa insubstituível para o arquiteto com vocação de serviço e inquietação criadora.

Jorge Mario Jáuregui

Exposição Jorge Mario Jáuregui

Exposição Jorge Mario Jáuregui

Exposição Jorge Mario Jáuregui

Exposição Jorge Mario Jáuregui

Exposição Jorge Mario Jáuregui

Exposição Jorge Mario Jáuregui


Nilcemar Nogueira, Presidenta do Centro Cultural Cartola e membros da Mangueira

Exposição Jorge Mario Jáuregui
Casal de passistas da Escola de Samba Estação Primeira da Mangueira

Exposição Jorge Mario Jáuregui
Visita à exposição do cura villero, de Villa 31

Exposição Jorge Mario Jáuregui

Exposição Jorge Mario Jáuregui
Gabriel Jáuregui e Eduardo Mallea, Cônsul da Argentina no Rio

Exposição Jorge Mario Jáuregui

Exposição Jorge Mario Jáuregui

Exposição Jorge Mario Jáuregui

Exposição Jorge Mario Jáuregui

Exposição Jorge Mario Jáuregui

Exposição Jorge Mario Jáuregui

Exposição Jorge Mario Jáuregui

Exposição Jorge Mario Jáuregui

Exposição Jorge Mario Jáuregui

Exposição Jorge Mario Jáuregui

Exposição Jorge Mario Jáuregui

Exposição Jorge Mario Jáuregui

Exposição Jorge Mario Jáuregui

Exposição Jorge Mario Jáuregui

Exposição Jorge Mario Jáuregui


 

Exposição na documenta 12, Kassel (16/06 - 23/09/2007)


ver documenta 12

Exposição de projetos na XXIII Conferencia Latinoamericana de Escuelas
y Facultades de Arquitectura, Buenos Aires - Argentina (27/10/2009)


OPEN: new designs for public space
January 15 – May 15, 2005


Recent designs for public spaces demonstrate that new spaces can be more than leftovers of neglected land. They can be generators of urban revitalization. OPEN: new designs for public space, an exhibition originated by the Van Alen Institute, will present innovative projects from around the world as it explores the role of public space in an age of heightened security and increased electronic interaction.

OPEN includes contemporary architecture, landscape, and urban design projects.More than 300 images, digital animations, and models illustrate a range of projects in a variety of settings: from memorials to urban plazas and parks, and from Washington, D.C., to Melbourne, Australia, to Johannesburg, South Africa.

Acknowledgements
Curator: Zoë Ryan, Van Alen Institute
NBM Curatorial Team: Matt Kuhnert and Martin Moeller
Exhibition Design: Freecell with MaryJane Valade
Graphic Design: Flat with Nancy van Meter

 

 

Exposição Jorge Mario Jáuregui de Arquitetura e Urbanismo : "Interseções",
na Galeria Antonio Berni, Instituto Cultural Brasil-Argentina, Rio de Janeiro, Praia de Botafogo 228.
29 de Abril à 30 de Maio de 2003.

Apresentação

O aporte mais significativo de obra de Jorge Mario Jáuregui é a coerência e articulação entre pensamento e forma, entre poética e pragmatismo, mantidos ao longo de um elaborado processo projetual. O êxito das suas realizações está radicado na estreita vinculação entre possibilidades e necessidades; entre o estudo da particularidade dos usos e costumes da gente, os condicionantes específicos da inserção no contexto urbano, e as soluções urbanísticas e arquitetônicas alcançadas.
O que foi que motivou a ressonância internacional da obra de Jáuregui e a obtenção do prestigioso prêmio outorgado pela Universidade de Harvard, o "Veronica Rudge Green Prize in Urban Design"? A materialização de uma resposta arquitetônica e urbanística identificada com os conceitos filosóficos da contemporaneidade, assim como a busca de um intenso diálogo interdisciplinar, que lhe permitisse assimilar os atributos da subjetividade e do inconsciente - recorrendo à topologia e à psicanálise - e os condicionantes objetivos da realidade política, social e econômica de um lugar específico.
Seus projetos, surgidos da definição heideggeriana do "habitar", nutrem-se das teorias de Deleuze e Guattari (o rizoma); de Foucault (a teoria como uma caixa de ferramentas); de Gruzinski (a definição aberta de "mestiçagem"); de Morin (o pensamento complexo) e de Freud e Lacan (o método psicanalítico : atenção flutuante e associação livre), entre outros.
A estreita articulação entre cultura profissional e tradições populares, entre os aportes e conteúdos da vanguarda mundial e as particularidades das condicionantes locais, estão sem dúvida entre os valores mais significativos da obra de Jorge Mario Jáuregui.

Roberto Segre

 


Van Alen Exhibition: "OPEN",
New York, 2004/2005













Best Revival
By Philip Nobel


A new exhibition shows that the once much maligned idea of public space is making a global comeback

In the exuberant spring of 1999, at a conference at Harvard's Design School called "Exploring (New) Urbanism", Rem Koolhaas faced off against Andres Duany over the state of public space. Remember, if you can, that recent, different world, where each electronic eureka swept over the cultural landscape promising not only instant wealth but relief from the tyranny of the tried-and true. Work and play, life and-the killer app-love, would be forever remade in a paroxysm of utopian technophilia, reinventing hubris and amplifying the humble word new until it rang with the false authority of a battle cry. As a web designer at Nerve.com said to me near the height of the '90s nonsense, "You'll be okay." I'll be okay when? "After. You know, when there's no more print. Content is content. And it's all just content."

That breezy moment got the better of our poor techie and so many others- as well as armies of assumed -to-be more grounded folks: bankers, brokers, politicians, pundits. And that same anesthetizing ether might be blamed, too, for what was said at Harvard the day those two titans of urban vision met, each brandishing a new new for this own ends. It was in that exchange-no doubt driven to the frontiers of irreverence by proximity to Duany's earnestness-that Rem emitted what might be the signal sound bite in a career built on them: "Public space is dead". As with any truly effective communication, that maxim enteredthe culture whole and complete, ready to be repeated. Whatever nuance accompanied it never left Cambridge; faster than a bursting bubble it became a truism. Public space?

We all know it's deader than a Monty Python parrot. It is bereft of life. It has ceased to be. Rem killed it and the Razorfish guys are gonna work on a replacement.They'll get right on it after they down-load Dow 36,000 and skim it on their Rocket e-books.

The Van Alen Institute, under the direction of Ray Gastil, might be expected to take aim at such a quacking canard. After all, the motto of that Manhattan -based organization is "Projects in Public Architecture". In its current show, "OPEN: New Designs for Public Space" (on view through Ocober at the Institute's gallery and likely traveling after), Van Alen has hung a definitive refutation of Rem's unfortunate bubble-era simplification. The show includes 20 mostly large-scale urban desing projects "from six continents" the press release boasts. (They couldn't find an icebound agora in Queen Maud Land?) Most are recently built or under construction, with the remaining few showing strong vital signs on the drawing board.

Indeed, the case for a post-crash (not to mention post-disaster) revival in the existence and vigor of make-no-small-plans public space-so plain already before the nose of any urbanite-is open-and-shut overwhelming.

It is also chastening. What stars have aligned in the bureaucratic firmament that allow Bogota, Columbia-a city with survival on its mind-to complete a 17-kilometer network of spacious pedestrian thoroughfares (with associated parks and plazas, through neighborhoods rich and poor) while Manhattan's vaunted Hudson River Park is in many places no more than a footpath?.

Most of the examples in the show, like the ambicious plan in Rio to link the hillside favelas to the city with new roads and community centers, do not stray from the natural definition of a public project: by the people, for the people.

Public architecture is where the designerly rubber meets the road. Architects are of course free to indulge in whatever private kink they want in the privacy of their client's homes. But as soon as a design faces a street, changes a vantage or a pattern of movement, invites the masses in or forces upon them a new icon to contemplate, the rules are very different. In direct confrontation with the public, the architect, like any professional, has an ethical obligation to consider its welfare. That is one of the overriding messages of the show: All over the homogenizing world, the great unruly thing called the public still exists. And regardless of the money trail of a given project, conscientious designers responding to that other, often non-paying clientele are shaping this musterious thing, public space, which-though frayed on the edges of town (out by the malls), rivaled by sirens online, and under constant video surveillance-has never been less dead.

"In this show", Gastil said, "we are taking the position that public space can be designed". In a gallery only two miles north of Ground Zero (and the near-by offices of the design-averse Port Authotity and the intermittently design averse Lower Manhattan Development Corporation), that is still very much an optimist's position. But, as the Van Alen show slyly hints and Frank Sinatra might have sung, If you can make it in London, Liverpool, Oslo, Genoa, Singapore, Seoul, Rio, Bogota, Guadalajara, Barcelona, Tokyo, Graz, Berlin, Johannesburg, Boston and Macon, Georgia, you can make it anywhere. Even in New York, New York.

fragment of Best Revival

 


Harvard University Graduate School of Design
to Award
The Sixth Veronica Rudge Green Prize in Urban Design
to Jorge Mario Jáuregui
Architects

Exhibition Rio de Janeiro´s Favela-Bairro Project by Jorge Mario Jáuregui Architects
at Harvard Design School December 5 - January 12, 2001

 

Cambridge, MA, October 16, 2000 Peter G. Rowe, Dean of the Harvard University Graduate School of Design, today announced that Argentinean-born architect Jorge Mario Jáuregui and his Rio de Janeiro-based firm, Jorge Mario Jáuregui Architects, will receive the sixth Veronica Rudge Green Prize in Urban Design from the Harvard Design School. Jorge Mario Jáuregui Architects was chosen to receive the award for a series of projects implemented through the program "Favela-Bairro", a collaborative initiative that has transformed impoverished "favelas" (shantytowns) in and around Rio de Janeiro into functioning "bairros" (neighborhoods). Through the construction of new roads, public plazas, and facilities to house social and municipal services, recreational activities and revenue-generating ventures, collectively, Jáuregui´s work has fostered economic growth, social interaction and citizen engagement within these formerly indigent communities. Jáuregui will be presented with the Green Prize on Wednesday, December 6 at 6:30 p.m. in a cerimony that is open to the public and will feature a talk by Jáuregui about the Prize-winning projects. The Design School will also present Rio de Janeiro´s Favela-Bairro Project by Jorge Mario Jáuregui Architects, an exhibition that includes large-scale commissioned photographs by New York City-based photographer Jason Schmidt of the favelas as they appear today, as well as "before" photographs, and architectural drawings of Jáuregui Architects´ interventions.

 




Exposição na Harvard University Graduate School of Design, 2000

EXPOSIÇÃO PANORAMA CONESUL / IAB
Abril de 2006

Participante na mostra fotográfica
"Persona que tiene alma"
Centro Cultural de Rawson, Argentina - 6/28 Abril de 2009

 

IABR - International Architecture Biennale Rotterdam
The fourth edition of the Architecture Biennale in NAI in Rotterdam on Thursday 24 September, 2009


"A Rua"
MHkA - Museu de Arte Contemporânea, como parte da programação Europália Brasil 2011, na Antuérpia, Bélgica

 

Rio de Janeiro (MAR - Museu de Arte do Rio)
Expositor convidado para a exposição "O terreno e o (des)preparo - Diagramas experimentais de sociabilidade"
Título da exibição: "As modalidades das subjetividades"
Inauguração dia 01 de março a 14 de julho de 2013

APRESENTAÇÃO

...enfrentar cada desafio projetual como se de um experimento se tratasse e não como apenas uma forma de manter uma estrutura produtiva. Trata-se, sempre, de encontrar o potencial fenomênico da ideia. É sobretudo uma forma de ver e fazer parte do mundo. E a minha forma de faze-lo, como tem sido observado, é as vezes como um pé dentro e outro fora, as vezes os dois dentro e as vezes com os dois fora. Isto tem a ver com a ética, a estética e a politica. Quer dizer, com princípios (o ético), com desafios (o desafio do novo) e com ação (as relações sempre complexas com as estruturas de poder).

O vínculo entre fazer (projetos) e pensar (costurar relações entre ideias, coisas e acontecimentos) envolve sempre uma relação tensa. Não se pensa senão às marteladas nos dizem os filósofos, e nós
arquitetos-urbanistas sabemos que não se projeta senão ao custo de não ceder do desejo, isto é, indo as vezes mesmo contra o que nos é pedido.

De acordo com a psicanálise, o imperativo ético implica fazer o que deve ser feito e sabemos que neste sentido a responsabilidade pelos nossos atos é de fundamental relevância. Ao mesmo tempo, a interpretação de demanda, não só manifesta senão fundamentalmente a que se encontra em latência, encoberta, só no desenvolvimento do diálogoarquiteto-“cliente” pode ser trabalhada, para depois ser sintetizada formal e espacialmente. O pequeno, o médio, o grande, o territorial; o público e o privado; o individual e o coletivo, são instancias ineludíveis do acionar de um arquiteto.

Desde o inicio das minhas atividades profissionais tenho defendido (e procurado ser coerente com isso) uma articulação entreprática projetual e prática teórica, entendidas ambas como partes necessárias e interligadas do trabalho de produção, reflexão e inserção no debate da arquitetura, do urbanismo e da paisagem contemporâneos, buscando interpretar o “espírito do tempo”, com sentido de lugar. É por esta razão que cada projeto deve estar referido a uma proposta teórica global, constituindo-se num aspecto essencial do método de trabalho que não se pode realizar senão através da investigação sobre cada lugar especifico de atuação, como forma de superar o enfoque funcionalista que reduz a complexibilidade e a multi dimensionalidade da arquitetura à unidimensionalidade da função.

Em cada projeto, em cada intervenção, seja de caráter urbanístico, arquitetônico ou paisagístico, a estrutura conceitual é sempre diversa, dependendo das características do lugar, do programa, da interpretação das demandas e dos condicionantes circunstanciais.

Projetar implica, desde esta perspectiva, combinar argumentos pragmáticos com percepções subjetivas. Assim, ao estudar um tema não surge necessariamente uma ideia única, senão um conjunto de ideias que vão formar a espinha dorsal de um projeto, e o significado do trabalho emerge quando se encontra o modo de interconectar todas as variáveis que intervêm, interpretando formal e espacialmente as forças e as circunstancias que atuam no lugar.

É na tensão entre lógicas heterogêneas que devemos operar uma interseção capaz de permitir a coexistência entre termos que, em principio, não poderiam coexistir. Isto implica um tipo de operações de coesão capazes de possibilitar “compor em situação”, termos de lógicas aparentemente incompatíveis. Trata-se sempre da conexão entre fatores em tensão, buscando articular o espaço dos fluxos com o espaço dos lugares, favorecendo novos “encontros” e “alianças”, se movimentando entre produção estética e transformações sócio-espaciais...

É sempre uma questão de re-imaginar as relações entre a nossa subjetividade e o mundo...

Como toda representação, contem uma parte visível, e outra, invisível...

Jorge Mario Jáuregui