1- O mínimo de elementos e o máximo de sensibilidade; 2 - Estética internacional, intemporal (os móveis parecem ter sido projetados ontem); 3 - Síntese, elegância, beleza; 4 - Sentido social do design, papel fundamental da cor, e transparência para ver e ser visto (partições pequenas dos vidros: economia e tecnologia barata); 5 - Ênfase experimental no ensino, unindo rigor e liberdade.
Em apenas quatorze anos de existência, a Bauhaus se constituiu como a mais influente escola de arquitetura e design do século XX. Noventa anos depois os objetos que dela saíram não perderam nem sentido, nem utilidade, continuando a ser fonte de significações. O objetivo de criar peças funcionais com materiais de baixo custo e que pudessem ser produzidas em grande escla, continua válido. Inaugurada em 1919 em Weimar, foi depois transladada para Dessau, e finalmente para Berlim, onde foi fechada pelo nazismo em 1933. Entre seus diretores arquitetos sucederam-se Walter Gropius, Hannes Meyer e Ludwig Mies van der Rohe, e entre os professores que ali ensinaram estavam Wassily Kandinsky, Marcel Breuer, Paul Klee e László Moholy - Nagy, entre outros. A Bauhaus foi muito além de seu papel de instituição de ensino e se constituiu num movimento cultural de influência internacional. Nela, a arquitetura e o design buscavam contribuir para reestruturar a sociedade, promovendo um ensino experimental e interdisciplinário, na direção da confluência de arte, artesanato e produção industrial de alta qualidade. Jorge Mario Jáuregui
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